Sherlock Cida

Em 1887 surgiu o personagem mais famoso da área investigativa do mundo até hoje, Sherlock Holmes. Talvez tenha sido por ele que começamos a falar que não existe crime perfeito.

Suas histórias eram tão realistas que muitos acreditam que ele realmente existiu. Se isso é real, não sei, mas conheço outros que são.


Na época, o imaginário investigador, ou seu criador, não tinham nenhuma tecnologia avançada, como computadores ou exames de DNA, somente uma lupa, bastante curiosidade e o “elementar” Dr. Watson.

Hoje em dia a luta contra a ilegalidade não é mais concentrada em uma única pessoa como antigamente, mas “pulverizada” em várias polícias e fiscais/auditores com o mesmo tipo de poder administrativo e no agro não seria diferente.


E a “combinatividade” (pego emprestado isso do @murilogun) entre os órgãos é essencial.


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA – SFA/PR), em ação conjunta com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA-PR) e o Ministério Público do Paraná (MPPR) continuam no combate ao comércio estadual e interestadual de agrotóxicos pela internet, por meio da operação Webcida, iniciada em 2018 no Paraná.


As ações articuladas buscam impedir, entre outras práticas ilegais, a exposição da venda on-line de agrotóxicos de uso agrícola a qualquer consumidor, o comércio de agrotóxicos sem registro no Mapa - ilegais, roubados e falsificados, comércio sem receituário agronômico e por empresas não registradas no órgão estadual de fiscalização agropecuária, o descumprimento das regras de devolução de embalagens vazias de agrotóxicos e o transporte de agrotóxicos por meios não permitidos, inclusive pelos Correios.

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Este comércio ilegal de agrotóxicos pela Internet, em muitos casos, atua em plataformas de marketplace, onde são comercializados os agrotóxicos, sem o cumprimento das severas exigências da Lei n. 7.802, de 1989, lei dos agrotóxicos", informou o Auditor Fiscal Federal Agropecuário, Marcelo Bressan.


Além dessa autuação, os fiscais da Adapar foram até os endereços dos compradores dos agrotóxicos destas empresas irregulares por não ter registro na Adapar e também por adquirirem sem estar de posse de receita agronômica e por uso em local de aplicação em desacordo com as recomendações do fabricante, que são as áreas agrícolas, e muitas vezes esses produtos eram adquiridos para usar em áreas urbanas o que é proibido. Os produtos encontrados de posse dos adquirentes e que ainda não haviam sido utilizados foram apreendidos


Com esse trabalho da Webcida com a participação da Adapar a população ganha pois se evitou que agrotóxicos fossem utilizados nas cidades o que pode gerar a intoxicação de pessoas, animais e poluição dos rios e mananciais de água que servem para a população beber e também se evita que sejam usados agrotóxicos em nossos alimentos como frutas e hortaliças e assim evitamos a contaminação com resíduos de agrotóxicos proibidos ou acima do limite, defendendo assim a saúde da população, relata João Miguel Toledo Tosato. Eng. Agr. Fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar. Coordenador do Programa de Fiscalização do Comércio e Uso de Agrotóxicos.


O Estado de São Paulo chegou a manter um site de denúncias sobre o mesmo tipo de venda, mas infelizmente foi desativado.


Mesmo assim, podemos deduzir o elementar e nos sentir um Dr. Watson, nossa população tem muitos Sherlocks atentos a nossa saúde e segurança alimentar, trabalhando quase que em sigilo, só nos resta “é lamentar” que ainda não tenha se espalhado por todo Brasil


Fonte: https://www.anffasindical.org.br/index.php/comunicacao/noticias/noticias/3073-operacao-webcida-continua-combatendo-o-comercio-estadual-e-interestadual-de-agrotoxicos-pela-internet


* Paulo Melo Segundo é engenheiro agrônomo pela UFRPE, Fiscal Estadual Agropecuário na Adapi e escritor agrodivertido, criando assim o Segundo Agro, um portal de informação simples, direta e humorada.

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